DeRE avança em 2026: novos layouts, ambiente de testes e calendário de implementação
Confira as principais novidades da DeRE em 2026, incluindo novos layouts, ambiente de testes, regras de validação e cronograma de implementação.
No início de 2026, a Fiscosistem publicou um primeiro conteúdo sobre a DeRE – Declaração de Regimes Específicos, destacando a necessidade de preparação das empresas diante de uma nova obrigação acessória relacionada à implementação do IBS e da CBS.
Naquele momento, muitas definições ainda estavam em construção.
Desde então, o cenário evoluiu significativamente. A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS (CGIBS) avançaram na regulamentação técnica da DeRE, publicaram novas versões dos leiautes, regras de validação e arquivos XSD, disponibilizaram funcionalidades em ambiente de Produção Restrita e, mais recentemente, divulgaram um cronograma oficial de implementação.
Com isso, a DeRE deixa gradualmente o campo do planejamento para entrar em uma etapa efetiva de preparação, desenvolvimento, testes e adequação dos sistemas.
O que mudou desde o início do ano?
Um dos principais avanços ocorreu com a publicação do Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 3/2026, que disponibilizou a versão 1.1.0 do pacote de documentação técnica da DeRE.
O conjunto contempla, entre outros documentos:
- Manual de Orientação do Usuário;
- leiautes dos eventos da DeRE;
- tabelas de códigos;
- regras de validação;
- arquivos XSD;
- Manual do Desenvolvedor;
- mensagens de erro do sistema;
- documentação para integração.
Essa evolução é importante porque oferece uma base técnica mais consistente para que contribuintes e desenvolvedores possam iniciar ou aprofundar a adaptação de seus sistemas e processos internos.
Além disso, a DeRE já conta com ambiente de Produção Restrita, permitindo a realização de testes e validações antes da entrada das diferentes fases da obrigação.
A DeRE agora possui um calendário de implementação
Outro avanço importante ocorreu em julho de 2026, quando a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS divulgaram o cronograma de implementação dos documentos fiscais eletrônicos relacionados à Reforma Tributária do Consumo.
Para a DeRE, a implantação foi dividida em fases:
1ª fase – 1º de outubro de 2026
Início previsto para os Eventos de Tabela dos Contribuintes.
2ª fase – 15 de novembro de 2026
Início previsto para os Eventos Periódicos Mensais.
3ª fase – 1º de janeiro de 2027
Início previsto para os demais eventos não enquadrados nas fases anteriores.
A definição dessas datas representa uma mudança importante de cenário: as empresas passam a ter referências concretas para organizar seus projetos de adequação.
Quem deve acompanhar a DeRE com atenção?
A DeRE foi desenvolvida para atender setores submetidos aos regimes específicos de tributação previstos na Reforma Tributária do Consumo.
Entre os segmentos contemplados pela regulamentação e pela evolução técnica da obrigação estão os serviços financeiros, planos de assistência à saúde, concursos de prognósticos, administração de consórcios, seguros e previdência, observadas as regras específicas aplicáveis a cada atividade e a evolução dos eventos disponibilizados pela Receita Federal e pelo CGIBS.
Para essas organizações, a preparação não envolve apenas gerar um novo arquivo ou transmitir uma nova declaração.
A DeRE exige uma análise mais ampla sobre a origem, organização, integração e consistência das informações que serão utilizadas na apuração do IBS e da CBS.
O desafio está nos dados
A experiência com outras obrigações fiscais demonstra que uma das maiores dificuldades das empresas não está necessariamente na transmissão da declaração, mas na obtenção e consistência das informações que irão compô-la.
Na DeRE, esse aspecto ganha ainda mais relevância.
As empresas precisam avaliar antecipadamente questões como:
- quais sistemas serão as fontes das informações;
- como os dados contábeis, fiscais e operacionais serão integrados;
- como será realizado o mapeamento das contas;
- quais controles serão necessários para garantir a consistência das informações;
- como serão tratadas divergências entre bases;
- quais validações deverão ocorrer antes da transmissão.
Portanto, esperar apenas pela proximidade da obrigatoriedade para iniciar essas avaliações pode aumentar significativamente o risco de retrabalho e dificuldades na implantação.
Os leiautes continuam evoluindo
Mesmo com o avanço da documentação, a DeRE continua passando por aperfeiçoamentos técnicos.
Em agosto de 2026, por exemplo, foram divulgados novos ajustes nos leiautes e arquivos XSD utilizados no ambiente de Produção Restrita, incluindo alterações em eventos, regras de validação e controles de consistência.
Esse processo é natural durante a implantação de uma obrigação dessa complexidade e reforça a necessidade de acompanhamento permanente das publicações oficiais.
Mais do que desenvolver uma solução com base em uma versão específica do leiaute, será necessário estar preparado para acompanhar sua evolução.
Setembro é um bom momento para avaliar o nível de preparação
Com a primeira fase prevista para outubro e os eventos periódicos avançando na sequência, o momento atual é especialmente importante para que as empresas impactadas avaliem seu estágio de preparação.
Algumas perguntas podem ajudar nesse diagnóstico:
Os dados necessários à DeRE já foram identificados?
Os sistemas atuais conseguem fornecer essas informações de forma estruturada?
O plano de contas e os dados contábeis estão preparados para os mapeamentos exigidos?
Existem integrações ou informações que ainda dependem de controles manuais e planilhas?
A empresa já iniciou testes com os leiautes e regras de validação disponíveis?
Identificar essas questões antecipadamente permite organizar o projeto de adequação com maior segurança e reduzir riscos na entrada efetiva da obrigação.
A Fiscosistem já iniciou seu projeto para a DeRE
A Fiscosistem acompanha desde as primeiras publicações a evolução técnica da Declaração de Regimes Específicos.
Com o avanço dos leiautes e das definições oficiais, já iniciamos o projeto de desenvolvimento da nossa solução para a DeRE, atualmente em fase de análise, modelagem e acompanhamento das especificações disponibilizadas pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do IBS.
O objetivo é aplicar à nova obrigação a experiência da Fiscosistem no desenvolvimento de soluções fiscais e no tratamento de obrigações acessórias complexas, priorizando integração, consistência, validação e segurança das informações.
Neste momento, mais do que simplesmente aguardar a entrada da obrigação, o importante é acompanhar sua evolução e preparar as estruturas internas que serão necessárias para atendê-la.
Sua empresa está preparada para atender à DeRE?
A Fiscosistem acompanha a evolução dos leiautes, regras e cronograma da DeRE e já iniciou o desenvolvimento da sua solução para a nova obrigação. Cadastre-se para receber atualizações e acompanhar os próximos avanços da DeRE e da solução da Fiscosistem.
Código do formulário de contato: (centralizado na página)


